Série de entrevistas Iniciação Científica Newton 20 anos: Jaqueline Vale

29 de Março de 2019, 16h33

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A quinta personagem da série "Iniciação Científica Newton 20 anos" é Jaqueline Vale. Ela é arquiteta, está concluindo um doutorado em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável, desenvolve pesquisa em arquitetura de terra desde de 2007 e leciona na Newton há cinco anos. 

Quer saber mais sobre a formação e projetos desenvolvidos pela docente? Então, confira a entrevista dela a seguir:

 

Qual a sua formação acadêmica e área de atuação?
Sou formada em Arquitetura e Urbanismo e atualmente faço doutorado na UFMG no programa de Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável. Faço parte do corpo docente da Newton e atuo como autônoma na área de Arquitetura e Interiores. 

Há quanto tempo você está na Newton como professora? E envolvida em pesquisa?
Estou na Newton há cinco anos e desde 2018 faço pesquisa de Iniciação Científica.

Você sempre se interessou pela área de pesquisa? Quando foi o “start”?
Meu interesse começou quando resolvi participar de um grupo de pesquisa da USP-São Carlos chamado Habis. Foi aí que me apaixonei pela pesquisa. Depois, retornei para Belo Horizonte, onde fiz uma especialização, mestrado e, agora, o doutorado. 

Qual pesquisa você está desenvolvendo no momento? Alguma que considera mais relevante ou que tenha trazido mais realização para você?
Desde 2007 que faço pesquisa na área de arquitetura de terra, com foco no adobe, um tijolo feito de terra e seco ao sol. Atualmente, faço uma pesquisa voltada para a área de seleção de solo para fabricação de adobe, propondo uma complementação dos ensaios tradicionais com o ensaio de azul de metileno. Por meio dessa pesquisa, podemos ter contato com cidades que tiveram e ainda têm tradição de construção com adobe e nos aprofundamos no conhecimento da técnica e da terra. Todas pesquisas que envolvem técnicas tradicionais de construções me trazem muitas realizações, pois faço com muita paixão. 

Qual é a sua perspectiva para a ciência no futuro? 
Espero que, no futuro, o Brasil invista mais na ciência e educação, por meio de políticas públicas, reconhecimento e incentivando, com um ensino básico de qualidade, nossos futuros jovens e adultos a se tornarem pesquisadores. 

Deixe uma mensagem para as mulheres que querem seguir esses passos:
Ser mulher em um país ainda com uma cultura machista e patriarcal não é fácil, mas acreditem em vocês mesmas, lutem pelos seus sonhos e não desistam nunca. Cada porta fechada pode ser uma oportunidade para abrir outra muito melhor. Estudem e se dediquem naquilo que vocês gostam; o caminho é muito mais fácil quando o fazemos com paixão.

 

 

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