Será que as carreiras digitais vão acabar com as profissões?

23 de Maio de 2019, 12h05

Empresas e profissões apresentam rápidas mudanças com os avanços tecnológicos. E, em um cenário onde os níveis de inteligência artificial e automação estão cada vez mais altos, muitas carreiras já não existem e outras desaparecerão em breve, abrindo oportunidades para novos postos onde a habilidade das pessoas será concentrada no que os robôs não capazes de executar.

Dia após dia, acompanhamos as constantes substituições de mão de obra por tecnologias e as empresas substituem seus negócios inteiros por modelos disruptivos. No entanto, não é preciso se sentir completamente ameaçado pelas carreiras digitas.  Isso, é claro, se você está atento acompanhando as tendências e entende que as tecnologias vieram pra ficar.  Afinal de contas, não somente as companhias estão se transformando, mas as pessoas também, como sempre estivemos.

É importante que o profissional esteja e queira ser inserido no meio digital, aprendendo a reaprender. Para isso, fazer um balanço é necessário para identificar quais competências serão importantes aprender para não ficar atrasado no mercado. E vale destacar que as habilidades do futuro vão muito além da capacidade técnica ao saber manusear uma ferramenta tecnológica. Claro que ter conhecimento sobre quais tecnologias são e serão inseridas nas organizações é imprescindível. Mas, a coisa mais importante é não achar que sua carreira acabou porque uma outra surgiu.

Futuro do trabalho

O tema "futuro do trabalho" tem sido presença constante na pauta do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), nos últimos anos. São diversos pontos de vista apresentados pelas autoridades mundiais. De acordo com Allen Blue, cofundador e VP de gerenciamento de produtos do LinkedIn, em entrevista para o portal Competerworld, muitas pessoas temem que os robôs destruam muitos empregos, enquanto os otimistas olham para um futuro do trabalho e afirmam que habilidades humanas dominarão.

De olho nas crianças

Estudos divulgados no site CIO sobre o Fórum Econômico Mundial, afirmam que até 65% das crianças que estão começando a escola hoje, depois de se formarem no ensino médio ou na faculdade, terão um emprego que ainda não existe. A maior parte da atenção neste debate concentra-se nos empregos em declínio - e não na criação de novos empregos. As habilidades necessárias para o local de trabalho de amanhã estão mudando e as lideranças, políticas e econômicas, precisam ajudar a encontrar soluções.

Mantenha o equilíbrio

Tudo é questão de tempo. Assim como as máquinas criaram novos empregos que não existiam na época da Revolução Industrial, os robôs também criarão. O relatório The Future of Jobs divulgado pelo Fórum Econômico Mundial estima-se que 133 milhões de novos postos de trabalho surgirão e que 75 milhões de empregos serão extintos até 2022. Isso significa que essa revolução deixará um saldo positivo de 58 milhões de novas vagas.  E esses empregos serão daqueles profissionais que souberam aproveitar o momento de transformação marcada pela convergência de tecnologias digitais.

Então, a dica é continuar aprendendo. Faça cursos, mantenha-se informado e não tenha medo do novo. O futuro pode nos esperar com situações que hoje são consideradas inimagináveis. Tenha foco no que você precisa aprender no seu momento profissional. Esteja em constante atualização e seja um verdadeiro especialista!

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