O celular está prejudicando sua rotina produtiva?

12 de Fevereiro de 2019, 15h12

O celular est%c3%a1 prejudicando sua rotina produtiva

Quanto tempo você passa sem checar seu smartphone? Conciliar trabalho e estudos com mídias sociais e aplicativos de mensagens pode ser uma tarefa difícil, pois quem usa diariamente o computador e tem acesso liberado às redes está, por exemplo, sujeito à tentação de dar aquela conferida nos recados, postagens ou tuítes durante as aulas ou expediente. Verificar se há novas mensagens não é um problema, mas quando essa prática atrapalha a capacidade de concentração, é preciso reavaliar a postura diante de tantas tentações digitais.

A professora Tânia Azevedo Garcia, do curso de Psicologia da Newton, conta como saber se a utilização do celular está atrapalhando o rendimento no trabalho, estudos e também os relacionamentos pessoais. “Se a pessoa está em um restaurante com amigos e fica o tempo todo com o celular na mão, ela deve ficar atenta, pois já está condicionada ao vício. Outra forma é observar se a produção acadêmica ou profissional caiu nos últimos tempos e verificar se o tempo gasto com o celular tem sido sua causa”, pontua.

O foco é uma das competências mais almejadas e valorizadas pelo mercado de trabalho. Afinal, os profissionais que conseguem manter a concentração durante o dia têm mais chances de obter resultados eficazes. Porém, algumas pessoas sentem dificuldade em manter o foco nas suas tarefas cotidianas, seja dentro do ambiente de trabalho ou fora. “Um dos principais malefícios do uso descontrolado do celular é a queda da produtividade e o distanciamento nas relações interpessoais. As pessoas estão cada vez mais fechadas em seus próprios universos e perdem muito tempo com coisas inúteis ou que não são relevantes. Hoje, com a tecnologia, há mais informação do que conseguimos absorver. Daí a necessidade de filtrar criteriosamente o que se quer e precisa”, explica Garcia.

Necessidade ou dependência?

Mas e aí, como conseguir encontrar o equilíbrio nos papéis desempenhados ao longo da vida, seja no âmbito profissional, pessoal, familiar, no lazer e outros? De acordo com o portal Ponto RH, a sociedade mudou muito devido aos rápidos avanços da tecnologia, especialmente pela utilização do celular para resolver coisas relacionadas às várias esferas da vida. Seja você um adolescente, empresário (a), pai ou mãe, a dependência do mundo conectado está muito presente. Existe a necessidade de ter um smartphone na mão em todos os momentos, em casa, no trabalho ou na escola. Os indivíduos entram em pânico só de pensar em sair de casa sem esse dispositivo. “Não se trata de uma necessidade, mas sim de considerar o celular como indispensável, independente do momento. É preciso reconhecer o vício e tratá-lo, pois os impactos no futuro podem ser incalculáveis”, afirma a docente da Newton.

Case Newton

O Fab Lab Newton foi palco mais uma vez de um importante projeto para os estudantes da instituição. Cinco alunas da disciplina "Projeto Aplicado - Desafios Éticos Contemporâneos" estiveram no espaço e produziram a Caixa Colmeia. Trata-se de um produto que possui 20 locais individuais para armazenamento de smartphones, sendo que cinco destes estão equipados com carregadores para os dispositivos. O objetivo é fazer com que os adolescentes deixem seus celulares na caixa durante as aulas.

A utilização da caixa é voluntária, ou seja, a pessoa decide se vai aderir ou não à proposta. O conceito e aplicação da caixa foram construídos a partir dos estudos de B. F. Skinner acerca da Análise do Comportamento, ciência que estuda o comportamento humano e a relação deste com as contingências ambientais. “As alunas de Psicologia demonstraram ter pensamento inovador, curioso, corajoso e sem medo de errar. Mostraram que já possuem, desde o início do curso, os valores da cultura maker que queremos ver em todos os universitários", elogia Carla Werkhaizer, Fab Manager da instituição”. Saiba outros detalhes AQUI

 

Dicas

Confira as indicações da professora Tânia. Ela listou algumas opções interessantes de filmes e documentário que promovem reflexões sobre o assunto:  

Medianeras - Buenos Aires na Era do amor virtual:

Martin (Javier Drolas) é um fóbico em processo de recuperação. Pouco a pouco, ele consegue sair do isolamento de seu apartamento e de sua realidade virtual. Ele é um web designer. Mariana (Pilar López de Ayala) acabou de terminar um longo relacionamento. Sua cabeça é uma bagunça, assim como o apartamento onde ela se refugia. Martin e Mariana vivem no mesmo quarteirão, mas ainda que seus caminhos se cruzam eles não chegam a se encontrar. Eles frequentam os mesmos lugares, mas não percebem um ao outro. Como eles podem se reunir em uma cidade de três milhões de pessoas? Eles vivem no centro de Buenos Aires, a cidade que os une e também os separa. Saiba mais!

Acusada:

Dolores Dreier (Lali Espósito) vive uma simples vida de estudante até o dia em que sua melhor amiga é brutalmente assassinada. Única suspeita do crime, Dolores é acusada e o caso ganha grandes dimensões na mídia. Sua família se diz preparada para defendê-la a qualquer custo, mas conforme o processo de julgamento progride e a pressão aumenta, segredos e conflitos começam a surgir. Saiba mais!

Aos teus olhos:

Rubens (Daniel de Oliveira) é um professor de natação carismático e extrovertido, que dá aulas para pré-adolescentes em um clube. Querido por todos devido ao seu jeito brincalhão e parceiro, ele se vê em apuros quando um de seus alunos, Alex (Luís Felipe Melo), diz à mãe que o professor lhe deu um beijo na boca no vestiário. Alegando inocência, Rubens é acusado pelos pais da criança e passa a ter que lidar com um verdadeiro linchamento virtual, que tem início através de mensagens de WhatsApp e explode de vez quando chega ao Facebook. Saiba mais!

Nossa Vida Exposta:

O documentário de Ondi Timoner parte de uma iniciativa artística para falar sobre a exposição de si mesmo na Internet. O artista Josh Harris investiu fundos privados na criação de uma "sociedade alternativa", com pessoas vivendo juntas e aceitando ser filmadas o tempo inteiro. Algo como um proto-Big Brother, mas sem a recompensa, nem o sentido do espetáculo ou as intrigas plantadas entre eles. Com cinco mil horas filmadas, Harris condensou um panorama de como a tecnologia transformou as nossa vidas. Saiba mais!

Happy End:  

Georges Laurent (Jean-Louis Trintignant) é o patriarca da família, que está preso em uma cadeira de rodas. Sua filha Anne (Isabelle Huppert) ainda mora com ele, enquanto que seu filho Thomas (Matthieu Kassovitz) acaba de retornar para a casa do pai, junto com a esposa e a filha Eve (Fantine Harduin), cuja mãe faleceu recentemente. Entre eles existe uma intensa incomunicabilidade, que faz com que todos levem a vida segundo seus interesses pessoais. Saiba mais!

 

 

Últimas notícias da categoria De olho na carreira

De olho na carreira
20/02/2019
As possibilidades na %c3%a1rea de exatas

As possibilidades na área de exatas

De olho na carreira
19/02/2019
Saiba como elaborar um curr%c3%adculo atraente

Saiba como elaborar um currículo atraente

Serviços Online

fechar