Fazer perguntas pode impulsionar sua carreira

25 de Fevereiro de 2019, 10h54

Fazer perguntas pode impulsionar sua carreira

Sabia que a habilidade de fazer boas perguntas é uma aliada, inclusive no campo profissional? Essa competência não só ajuda a obter mais informações, mas te auxilia a ganhar a confiança dos outros.

As perguntas são um artifício utilizado a todo momento, em quase todas as ocasiões. São tão corriqueiras que suas possibilidades podem passar despercebidas. Na era do Google, por exemplo, as respostas parecem ser a parte mais fácil, não é mesmo? Afinal, você pode pesquisar virtualmente por qualquer coisa e terá a resposta quase que instantaneamente. Mas, para que isso aconteça efetivamente, o interessado deve saber a pergunta certa.

E aí, quer saber como fazer boas perguntas? O portal Professores de Sucesso te ensina alguns passos para ser um líder de sucesso. Confira:

1) Faça perguntas mais amplas.

Perguntas que podem ser respondidas com “sim” ou “não” são perguntas estreitas. Elas não geram discussões e raramente são tiradas conclusões ou soluções nesse tipo de questionamento. Ao fazer perguntas mais amplas, você receberá um conteúdo bem melhor como resposta. Ao invés de perguntar “Você está feliz com seus resultados?”, você pode dizer “Como você acredita ter obtido os resultados que você gerou?”. A primeira pergunta pode ser respondida com “sim” ou “não”. A segunda convida à reflexão e à discussão.

2) Vá além das suposições.

Todos as decisões de negócios são baseadas em suposições. Se você não compreendê-las bem, pode acabar tomando uma péssima decisão. É sempre muito útil se pergunta primeiro – e depois a seus colegas – “O que estamos supondo neste cenário?”. Então, você deverá descascar cada camada do problema até que você esteja confortável com as suposições. É aqui que as pessoas comentem os erros. A lógica pode ser perfeita, mas se ela foi construída em suposições falsas você acabará com uma conclusão falha.

3) Ouça os dois lados da história.

É fácil ouvir um lado da história, agir com a informação e ficar embaraçado quando você descobrir que tem apenas a metade dos fatos.  É preciso verificar todos posicionamentos de uma situação.

4) Fique confortável com o silêncio.

Muitas pessoas ficam desconfortáveis quando as coisas estão quietas. Elas se sentem na obrigação de preencher o vazio com palavras. Você pode usar isso a seu favor apenas mantendo a boca fechada e os ouvidos atentos. Quando você consegue, você geralmente descobre que as pessoas fornecem voluntariamente um monte de informações que você jamais conseguiria de outra maneira;

5) Ajude as pessoas a terem suas próprias ideias.

Uma das melhores formas de guiar os outros é perguntar ao invés de informar. Sim, você pode pontuar seus subordinados, mas suas ideias jamais serão tão significativas para eles quanto são para você. Você conseguirá muito mais ao liderá-los com boas perguntas.

6) Compreenda a diferença entre fatos e especulação.

As pessoas fazem qualquer tipo de afirmação quando acreditam ser baseadas em fatos reais. Isso geralmente faz com que elas desliguem o seu radar. Geralmente, você deve perguntar “Você reconhece isso como um fato?”. Se a resposta for sim, “Como você sabe?” ou “Você pode me mostrar a fonte dessa estatística ou reinvindicação?”.

 

Conduzindo da maneira certa

Você já tem dicas valiosas para fazer boas perguntas, não é mesmo? É muito importante que elas sejam referência no seu cotidiano como bom questionador, mas existem diversos jeitos de levar uma boa conversa. De acordo com as professoras de Harvard Leslie K. John e Alison Wood Brooks, é muito comum que em alguns diálogos as pessoas percam os benefícios que elas podem ter para os negócios. Pensando nesses problemas tão comuns, as docentes, em matéria para a Época Negócios, prepararam algumas ideias para você se sair bem em determinados momentos: Confira:

- Para estimular a sinceridade, utilize uma abordagem “pessimista”.

Em situações em que alguém pode mentir, fazer uma pergunta já pressupondo o que você considera que a pessoa não vá querer contar é uma estratégia efetiva. Por exemplo, conversando com um fornecedor sobre prazos, perguntar algo do tipo “Você provavelmente vai atrasar, certo?” facilitaria a decisão do interlocutor de falar a verdade. Isso porque, com uma suposição “pessimista” como essa, basta que ele confirme. Bem mais simples do que assumir sozinho quando a expectativa é otimista.

- Varie entre questões abertas e fechadas, dependendo do objetivo.

Da mesma forma, para evitar mentiras, perguntas “fechadas” em que as respostas são pontuais – como “sim” ou “não” – ajudam a estimular a sinceridade, dizem Leslie e Alison. É muito mais difícil mentir quando a pergunta requer apenas uma palavra (ou poucas) como resposta, do que quando a questão é aberta. Exemplo: “Qual é a história da venda deste celular?” (pergunta aberta) e “Você está vendendo este celular porque ele está danificado?” (pergunta fechada). No entanto, se o contexto é de entender os interesses de alguém, ou um brainstorming, as perguntas abertas são de maior utilidade.

- Ao tentar deixar o outro confortável, seja casual.

As estudiosas descobriram que dar muitas “garantias” ao tentar fazer com que a pessoa se abra pode ter efeito contrário; falar “Fique tranquilo, não vou contar para ninguém”, por exemplo. “Se você é um pouco mais casual sobre o assunto, pode deixar a outra parte mais à vontade para responder”, explica Leslie.

- Tudo bem ser honesto se não souber uma resposta.

A última dica deve ser usada com moderação, segundo as especialistas. Ocasionalmente, quando for perguntado sobre algo que não sabe, não tem problema assumir isso claramente. Diga algo como “Você levantou um bom ponto, mas eu não sei te responder ainda. Vou verificar e te dou retorno”. Para Alison, quando usada com moderação, a técnica pode ser "uma grande estratégia de humildade”. Outra dica é antecipar e estar preparado para as perguntas. Se terá uma apresentação importante - ou uma reunião - e está com medo das perguntas que podem surgir, prepare-se para elas. “A maior parte das perguntas pode ser antecipada”, finaliza Alison. 

 

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