Empreendedorismo: a nova onda profissional

06 de Setembro de 2017, 09h23

Empreendedorismo a nova onda profissional

O empreendedorismo nunca esteve tão em alta. Mas, ao contrário do que parece, não se trata de uma tendência ou característica de uma geração. Empreender faz parte da existência humana desde os tempos mais remotos, em que o homem aprendeu a dominar o meio ambiente para criar condições favoráveis à sua adaptação no planeta, avançando na busca de uma melhor qualidade de vida.

Em determinados momentos da economia, como o que vivemos hoje, de dificuldades no mercado de trabalho, o empreendedorismo aflora com maior vigor – é o chamado empreendedorismo por necessidade, que estava em queda, mas voltou a crescer de 2014 para cá, quando o Brasil mergulhou na recessão e no desemprego.

De acordo com um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 11,1 milhões de empresas foram criadas por necessidade nos últimos 3,5 anos no Brasil. O percentual de novas empresas (com até 3,5 anos) criadas por necessidade saltou de 29% em 2014 para 43% em 2015, mantendo-se praticamente estável em 2016.

Para o coordenador dos cursos de Gestão EAD em Administração Logística, RH, Contábeis e Processos Gerenciais da Newton, Leandro César da Silva, o empreendedorismo de oportunidade pode ser muito positivo por um lado, pois é uma forma de continuar movimentando a economia e gerando novas oportunidades.

Coordenador Leandro César da Silva.

“A visão política é de que o empreendedorismo é uma solução para a crise, afinal, o desempregado deixa de ser um problema social e se torna empresário. No entanto, as chances de um negócio criado por impulso e sem planejamento irem por água abaixo são muito grandes”, pondera.

Segundo o Sebrae, 23% das empresas no Brasil fecham as portas nos dois primeiros anos. De acordo o coordenador da Newton, os números são mais alarmantes: 60% a 70% das empresas fecham as portas nos três primeiros anos.

Em busca do sonho empreendedor

Quando o assunto é iniciar um negócio próprio – e ter sucesso nessa iniciativa –, não existe uma fórmula mágica. Contudo, há algumas etapas essenciais que valem ser seguidas no momento de criar uma empresa. Essencialmente, os objetivos pessoais e profissionais precisam estar muito bem alinhados, já que serão despendidos muito tempo e energia, principalmente no início. Além dos desafios práticos, o empreendedor terá de lidar com os desafios emocionais de se criar um negócio e se desenvolver como tal.

Segundo Silva, para se ter chance mínima em um novo negócio, planejamento é a palavra-chave. “A luta pelo sucesso do empreendimento passa pela conquista do consumidor. Por isso, não adianta apenas gostar, é preciso dedicação, empenho e foco. O primeiro passo é fazer uma pesquisa para saber se a ideia do produto, solução ou serviço é viável e se existe uma demanda de mercado. Em seguida, será necessário realizar um estudo criterioso do segmento onde se pretende atuar. Conhecer e entender a dinâmica do comportamento do consumidor é fundamental nesse sentido”, salienta.

Além disso, independentemente do tipo de produto ou serviço que uma empresa oferece, o empreendedor deve estar ciente do impacto financeiro que ela irá causar em sua vida financeira. Conhecimento sobre fluxo de caixa e uma boa noção de gerenciamento que possibilite calcular custos, precificação e margem de lucro são fundamentais. “Estes são os dois pilares para o sucesso de um empreendimento. Se ele tiver isso, não tem chance de dar errado”, afirma o coordenador da Newton.

Cultivando ideias

Podemos dizer que empreender nada mais é que entender pessoas, identificar necessidades e oferecer soluções. Nesse sentido, surgiu a figura das startups, que cumprem com a função de continuamente revitalizar o mercado, em um ambiente propício para que se desenvolvam e tenham sucesso. As startups são fortemente orientadas ao mercado, com a função de direcionar e potencializar o desenvolvimento de ideias inovadoras e habilidades.

Quantas pessoas você conhece que estão insatisfeitas com o trabalho? Em nossa cultura, fomos orientados a estudar e a nos preparar para um dia termos um bom emprego. A cultura startup vem crescendo e inspira profissionais em todo mundo a empreender e gerar novas ideias graças aos programas de aceleração.

Para o coordenador da Newton, Leandro César da Silva, no Brasil, ainda faltam incentivo para que as startups continuem se desenvolvendo após o programa. Estudo realizado pela aceleradora Startup Farm aponta que 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos de existência e 18% delas antes mesmo de completar dois anos.

“A mortalidade das empresas que passam pelos programas de incubação e aceleração ainda é muito alta. O que adianta incentivar uma empresa se quanto ela sai para o mercado ela não sobrevive? Há algo errado. Estamos copiando modelos que não se sustentam em nossa economia”, afirma. Ainda assim, Silva vê no Brasil um mercado que vale a pena empreender. “O país tem um mercado gigante de oportunidades. Basta saber identifica-las e explorá-las com sabedoria”, conclui.


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