Diversidade de gênero no ambiente corporativo: uma necessidade para o mercado

21 de Dezembro de 2018, 11h40

Diversidade de genero no ambiente corporativo uma necessidade para o mercado

As discussões sobre respeito à diversidade sexual e à identidade de gênero têm ganhado cada vez mais destaque, fruto de uma maior conscientização da população e ganho de força pelos movimentos sociais. Até alguns anos atrás, o assunto sequer era mencionado, muito menos discutido em âmbito empresarial.

Hoje, deixar de propiciar um ambiente de trabalho que respeite a diversidade pode custar às empresas ou aos empregadores a perda de ótimos colaboradores, além de diminuir a produtividade e o engajamento dos demais funcionários; isso sem mencionar o prejuízo à imagem institucional da organização que tem um comportamento considerado preconceituoso.

 

Na contramão dos direitos humanos

Uma pesquisa do instituto Center for Talent Inovation, que entrevistou mais de 12 mil profissionais ao redor do mundo, descobriu que 61% dos LGBT’s brasileiros ouvidos escondem seu gênero ou sua sexualidade no trabalho. E existem dados mais assustadores: de acordo com informações da União Nacional LGBT, o tempo médio de vida de um transgênero no Brasil é de apenas 35 anos. Isso coloca o país na posição de nação que mais mata transexuais e travestis no mundo. A cultura de violência e discriminação diárias também é responsável pela alta taxa de evasão escolar desse público. Segundo pesquisa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 82% dos transexuais e travestis não concluem seus estudos.

No entanto, ainda que a passos tímidos, existe uma busca pela integração de transexuais no mundo corporativo. Um exemplo vem do site Transempregos, voltado para a inclusão de profissionais trans no mercado de trabalho. Quando a plataforma foi criada, em 2014, apenas 12 companhias queriam usar seus serviços. Atualmente, já são 46 empresas, o que significa um crescimento de quase 300%.

Case de sucesso

A loja varejista C&A anunciou que está com vagas de emprego temporárias abertas para travestis e transexuais neste fim de ano. São mais de mil oportunidades, que cobrem 270 unidades do país, destinadas para a área de atendimento. Em parceria com a ONG Transempregos, a ação da multinacional holandesa tem como objetivo proporcionar um espaço no mercado de trabalho para esses profissionais que muitas vezes sofrem preconceito durante a disputa por um emprego.

Os interessados não precisam ter experiência, mas já ter atuado com atendimento contará como ponto positivo na seleção. Também vai ser levado em conta se a pessoa é dinâmica e proativa. A C&A exige que o candidato tenha ensino médio completo e tenha interesse em realizar cursos relacionados à moda.

Capacitação

Outra iniciativa importante, nascida em Belo Horizonte, é a Transvest, ONG que tem como objetivo combater a transfobia e incluir travestis, transexuais e transgêneros na sociedade, por meio da oferta de cursos de pré-vestibular, supletivo e libras, idiomas, oficinas artísticas, acompanhamento psicológico, campanhas de conscientização e fomento ao esporte, além de auxiliar na colocação destas pessoas no mercado de trabalho, ao selecionar e direcionar currículos para empresas. Todas as atividades são gratuitas e desenvolvidas pelo trabalho voluntário.

 

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