Como explorar sua característica introvertida no mercado de trabalho?

14 de Agosto de 2019, 17h02

Todo mundo conhece ou já passou por situações em que se sentiu introvertido. Há pessoas que são rotuladas de tímidas e por serem mais caladas e menos expansivas, são confundidas com pessoas introvertidas. Mas antes de discutirmos as características gerais é preciso entender que a introversão e a timidez são não sinônimos.

Uma pessoa introvertida não necessariamente é tímida ou sente vergonha. No geral, ela dirige sua energia, sobretudo, psíquica, para o interior, demonstrando ser mais fechada, comedida e crítica. E isso não é apenas uma impressão apenas: fundador da psicologia analítica, o famoso psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung desenvolveu os conceitos de personalidades extrovertidas, introvertidas, arquétipo e inconsciente coletivo.  

A timidez, segundo o médico, é um acanhamento e retraimento das pessoas, que dão sinais de inibição e grande desconforto em situações específicas de interação social. Este sentimento pode até interferir no contato pessoal e nas relações como um todo, inclusive no trabalho. A timidez não é necessariamente ruim, funciona muito bem como um termômetro e regula a interação no contato social. O ideal é tentar manter o equilíbrio.

A introversão, apesar de ser bem próxima da timidez, é mais uma característica pessoal, é uma forma de usar a atenção, para o que é externo ou interno. Quem tem o foco de atenção em si, em excesso, muitas vezes se fecha e tem dificuldade na interação social. Por outro lado, quem é introspectivo, costuma ser bom ouvinte e ser uma pessoa atenta às necessidades alheias, pois consegue facilmente se colocar no lugar do próximo.

Como explorar a introversão no mercado de trabalho?

Listamos 12 profissões em que a introversão ajuda e muito na produtividade:

Intérprete e tradutor: na maioria das vezes aprender um novo idioma e traduzir materiais em línguas estrangeiras exige concentração e trabalho individualizado.

Revisor: o foco é fundamental nesta atividade. O momento da conferência pode ser mais eficaz no silêncio.

Bibliotecário: quem trabalha na catalogação de arquivos ou mesmo em um biblioteca deve habituar-se a trabalhar em silêncio.

Contador: esta profissão exige atenção redobrada para não errar e deixar escapar os detalhes ao cruzar dados e informações dos clientes.

Analista de qualidade: este profissional deve estar sempre focado em procurar por erros e falhas para não deixar nada de importante escapar.

Arquivista: esta atividade exige muita atenção para organizar os dados para facilitar o trabalho de quem procuras por informações.

Designer: quem trabalha com design precisa de criatividade e algumas dessas pessoas preferem agir sozinhos para buscar referências corretas para cada trabalho.

Programador: na maior parte das vezes, este profissional trabalha concentrado em códigos.

Instrumentista: esta atividade lida com a instalação e calibração de instrumentos de controle, medição e outros. A concentração é fundamental para evitar falhas.

Massoterapeuta: usando diversas técnicas, este profissional tem o objetivo de proporcionar relaxamento em seus clientes. Portanto, é preciso estar atento a cada ponto de contato com cuidado e precisão.

Redator, copywriter e escritor: escrever um bom texto precisa de muita pesquisa e concentração. Para muitos, o barulho até não importa, mas também não há como ficar conversando com alguém.

 

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