Como está a sua concentração?

01 de Agosto de 2019, 15h31

Sua vida está corrida? À sua volta há muitos estímulos e distrações, redes sociais, mensagens instantâneas? Você tem muita coisa para ler e se perde em tanta informação? Até aqui as respostas devem ter sido sim. E quando o assunto são as tarefas de trabalho ou de estudo, consegue concluí-las sem interrupções? Viu? Certamente tem sido difícil se concentrar.

Não pense que a distração é algo deste tempo. Um relato, que está na edição de 1910 do New York Times, descreve Thomas Edison, o inventor da lâmpada, como uma pessoa que passou por um grande problema: falta de concentração. Ele tinha dois ou três empregos, trocava mensagens pelo telégrafo, sofria ao ler um livro inteiro, comia rápido, dormia pouco e não tinha tempo para dedicar-se ao seu casamento. Estes problemas são parecidos como os de hoje, mas foram relatados em 1870.

Edison então percebeu que a raiz de toda a sua falta de tempo era na verdade a falta de concentração, então, parou tudo. Trancou-se em seu escritório e se focou em resolver um de cada vez dos seus problemas. A partir dessa atitude, ele simplesmente começou a criar, ou seja, a agir passando as ideias para o papel e em seguida, dando vida a mais de duas mil invenções patenteadas.

A mente humana não foi estruturada para se concentrar

A neurociência explica que o lobo frontal é responsável pela tomada de decisões e envolve o sistema sensorial. Enquanto o sistema límbico trata das emoções, ou seja, é fácil focar em situações e pessoas que despertam sensações intensas em você. Os ancestrais da raça humana não tinham a mente estruturada para gastar muito tempo em um mesmo assunto, ao contrário, eles precisavam fugir de predadores, caçar, realizar ações para a sua sobrevivência, portanto, ser ágil e ficar atento ao entorno era sinônimo de garantir sua integridade física.

Agora, o humano tem vida fácil e utiliza o neocórtex – a parte mais evoluída do cérebro, que consegue tomar decisões a longo prazo. Para isso, a mente luta contra o setor reptiliano, o mais primitivo. Esse é o grande motivo de ser difícil resistir às comidinhas saborosas quando se está de dieta.

Como ter concentração:

De acordo com a neurociência, há como treinar o seu cérebro para se concentrar. Com uma lista de 12 estratégias cientificamente comprovadas, você poderá ser uma pessoa mais focada, consequentemente mais produtiva. Quem sabe até como Thomas Edison? Confira:

Use a metacognição: pensar sobre os próprios pensamentos para controlá-los, ajuda, entendendo o momento que seu corpo e mente são mais produtivos ou se cansam mais. Assim há como fazer melhores escolhas.

Descanse periodicamente: uma boa noite de sono é fundamental para descansar a mente, mas fazer pausas em intervalos de estudo e trabalho são fundamentais para reduzir a fadiga e produzir melhor. Está cansativo, pare, dê uma volta, tome um café, assista a um vídeo e retorne à função.

Treine seu cérebro: exercícios de raciocínio lógico, palavras-cruzadas são como uma musculação para sua mente. Sua atividade cerebral fica mais rápida e robusta.

Mantenha o ambiente organizado: no momento de trabalhar e estudar, elimine situações e ruídos que o façam distrair. Você sabe quais são, às vezes é a TV, a posição da cadeira, se está frio ou calor demais, colegas conversando ou pilhas de papeis que o incomodam. Dedique-se ao que realmente precisa resolver.

Comece a meditar: não precisa ser monge ou adepto de terapias holísticas, mas cientistas afirmam que treinar a meditação por 20 minutinhos diários, pelo menos por cinco dias por semana, é suficiente para melhorar o rendimento em testes de atenção, além de reduzir fadiga e ansiedade. Na internet há muitas dicas para começas a meditar.

Gere gatilhos mentais: o cientista Ivan Pavlov afirma que ao perceber o que o distrai você também consegue identificar o que o faz focar. Portanto, defina um método próprio para ter uma frase de orientação que desperte a atenção no seu cérebro. Frases como: concentre-se; foco; volte aos estudos; volte à leitura, ajudam bem.

Jogue videogame: a universidade de Rochester, nos EUA, publicou estudo em que afirmava que os jogos eletrônicos estimulam a atenção visual seletiva e a atender estímulos rápidos.

Mude a rotina: estabeleça cronogramas semanais que altere tarefas por graus de complexidade, mude o local de leitura e estudos, faça atividades ao ar livre, cafés e lanchonetes são bons para isso, por exemplo. Situações novas mantêm a mente em alerta.

Controle a ansiedade: use agendas e cronogramas para organizar as atividades e seus prazos. Estabeleça critérios e risque os já finalizados da lista.

Pratique algum exercício físico: a atividade física melhora a focar. Faça o que mais gosta e não precisa de muito. A revista Experimental Educational Psychology realizou pesquisa que afirmou que 12 minutos de exercício aeróbico, por dia, melhora a capacidade de atenção seletiva em crianças.

Torne os assuntos mais interessantes: deixe assuntos mais complexos e chatos mais dinâmicos. Assista a filmes, leia livros de ficção que tratem sobre o tema. Peça ajuda aos amigos.

Cuide de sua saúde: durma o suficiente para descansar, alimente-se e hidrate-se bem. Essas simples ações cotidianas causam bem-estar e certamente, aumentará sua produtividade.

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