A transformação da automação nas empresas

14 de Março de 2019, 11h19

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Não é de hoje que a transformação digital é palco de discussões na mídia e dentro das organizações. Considerada um diferencial para alavancar os negócios, a inserção de tecnologia nas empresas assusta os gestores, pois requer mudanças significativas na estrutura de trabalho. A Internet das Coisas, do inglês Internet of Things (IOT), faz com que as companhias reformulem sua abordagem estratégica, abrindo portas para novas habilidades que vão muito além da competência técnica e operações do dia a dia.

Se for bem feita, a automação economiza tempo, dinheiro, reduz erros, aumenta a satisfação dos funcionários ao livrá-los de tarefas tediosas, melhora a experiência do cliente e permite que você amplie as operações. Além disso, a automação obriga a empresa a abordar problemas ocultos em seus processos, conhecidos por poucos.

Quer saber quais áreas das empresas já estão mudando por causa da indústria 4.0 e o que fazem as novas ferramentas? O portal CIO from IDG elencou quatro transformações pra você ficar por dentro do atual e futuro mundo dos negócios. Confira:

 

1) Atendimento ao cliente:

Melhorar a experiência do cliente é prioridade para muitos CIOs. De acordo com pesquisa recente da Harvey Nash/KPMG CIO, uma das mais importantes do segmento de TI, 62% dos CIOs do Reino Unido afirmaram que automatizar os processos é prioridade nos seus negócios. Além disso, 80% das equipes de atendimento ao cliente disseram em uma pesquisa recente da DigitalGenius que 20% de suas tarefas eram altamente repetitivas e fáceis de resolver. Automações como essas são primordiais, já que podem melhorar a satisfação do cliente e reduzir a alta rotatividade nas funções de suporte ao cliente.

Chatbots e agentes virtuais são ideais para solicitações fáceis e repetitivas e para clientes que desejam o autoatendimento. A Microsoft tem usado sua solução IA para suporte corporativo em call centers; durante um período de seis meses, com mais de 100 mil sessões de agente virtual por dia, o número de clientes que conseguiram resolver seu próprio problema dobrou.

2) RH e recrutamento:

A automação de tarefas administrativas para liberar o tempo dos recrutadores é outra área que vale a pena explorar, diz Kurt Heikkinen, CEO da Montage, que cria softwares de entrevistas por vídeo. “As organizações devem considerar a automação do trabalho administrativo e mundano envolvido no recrutamento, como o agendamento de entrevistas”. Mais da metade das organizações que a Montage recentemente pesquisou já está usando a automação para o agendamento de entrevistas com candidatos, o que ajuda o RH a lidar com altos volumes de aplicações, pré-qualificando candidatos. “Ao automatizar, as organizações permitem que seus recrutadores se tornem mais estratégicos e se concentrem em atender às necessidades e expectativas dos candidatos modernos e construir relacionamentos significativos com esses candidatos, para eventualmente garantir os melhores talentos”, afirma Heikkinen.

O próximo passo é usar ferramentas de IA para ajudar a avaliar os candidatos, o que cria mais consistência no processo de recrutamento; quase metade das organizações com as quais o Montage falou também já faz isso. Tarefas repetitivas e de baixo valor no RH também podem ser automatizadas, como calcular benefícios de licença ou calcular o valor do tempo de férias acumulado quando os funcionários saem.

3) Operações de TI:

Para competir com serviços de nuvem e a Shadow IT, as equipes de TI precisam ser mais responsivas. Nesse caso, a automação é fundamental. Pesquisa recente da Vanson Bourne com tomadores de decisões de TI na Europa descobriu que as equipes de TI gastam mais da metade do tempo em operações, manutenção e correção de problemas, e apenas 11% dizem que sua infraestrutura é altamente automatizada, o que significa que a manutenção e a administração levam mais tempo.

Provisionamento de dispositivos:

Conectar a infraestrutura local a serviços em nuvem com ferramentas como o System Center e o Intune permite que a TI automatize processos extremamente práticos para implantação e configuração de dispositivos. Usando o recurso do Windows 10, O Autopilot, por exemplo, automatiza a configuração e o gerenciamento de dispositivos por meio do Azure Active Directory assim que os usuários ligam um novo computador pela primeira vez. “Com o Windows Autopilot, você pode usar a nuvem para distribuir vários recursos e transformar um dispositivo 'pronto para uso' em um dispositivo totalmente gerenciado com uma imagem corporativa”, explica Bernado Caldas, gerente geral do Windows Commercial. “Esse é um processo muito manual hoje em dia; você tem que criar imagens, gerenciar imagens e implantá-las. Com o Autopilot, você pode fazer isso com serviços de nuvem, o que simplifica bastante a vida da equipe de TI”.

4) Segurança:

Essa mesma combinação de gerenciamento local e de nuvem também pode melhorar a segurança e a conformidade, usando o monitoramento automático de comportamento suspeito vinculado à políticas de acesso para dispositivos. A configuração de um sistema desse tipo pode bloquear dispositivos que mostram um comportamento incomum ao usar os principais sistemas corporativos da rede, bloqueando os invasores enquanto você lida com máquinas infectadas.

 

 

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