Entenda a importância da agilidade emocional

05 de Fevereiro de 2019, 13h10

Entenda a import%c3%a2ncia da agilidade emocional

Avanços tecnológicos, científicos e de comportamento. Novas formas de se expressar e se comunicar surgem a cada dia, exigindo que as pessoas se adaptem constantemente a esse cenário de mudanças. E aí? Como anda sua capacidade de aceitar e se ajustar às transformações pelas quais o mercado vem passando?

Se você se ambienta bem com as transições em diversas áreas da vida, parabéns! Isso quer dizer que possui uma competência chamada “Agilidade Emocional”. O termo foi criado pela psicóloga sul-africana Susan David, professora da Harvard Medical School, coach para altos executivos e consultora. Trata-se de uma aptidão importante para identificar de forma eficiente seus sentimentos. De acordo com ela, em entrevista para o Valor Econômico, as pessoas devem aceitar que todos os sentimentos são válidos, sejam eles bons ou ruins. “A agilidade emocional ajuda a pessoa conviver consigo mesma de um modo corajoso, compassivo e instigante. Isso requer uma série de estratégias e de competências, como saber lidar com as emoções de um jeito saudável. Em vez de deixar essas sensações guiarem o caminho, é o indivíduo que toma as rédeas da situação”, explica.

No portal Universia, David dá a dica para as pessoas que desejam alcançar um nível maior de agilidade emocional: “Há casos em que o funcionário tem uma experiência que o deixa triste no trabalho, ou então não gosta das ações que sua empresa desenvolve, ou outra coisa qualquer acontece no mundo dele. Em vez de resolver a situação, ele vai empurrando o problema e se deixa envolver por um conflito interno”, conta. “Se ele está atravessando uma fase difícil, saber de que jeito quer ser no mundo o protegerá do contágio social. Ao invés de racionalizar suas emoções, ela acha mais fácil ficar desolado e esquece de agradecer, por exemplo, que tem um emprego. É sempre bom extrair o que a vida tem de bom, mesmo que exista alguma coisa errada em determinados momentos”, pontua.

No ano de 2018, em sua primeira visita ao Brasil, a escritora lançou o livro “Agilidade emocional: abra sua mente, aceite as mudanças e prospere no trabalho e na vida”, baseado no seu conceito que foi eleito como a “ideia de gestão do ano” pela Harvard Business Review. “Vivemos em um mundo onde é considerado normal não demonstrar o que estamos sentindo. O modus operandi na maioria das empresas é o imperativo, exige seguir regras, sem questionar”, conta. Para Susan, isso é um paradoxo que nos afasta da inovação e leva à competição. "Ter agilidade organizacional demanda agilidade emocional. Assim, criamos um senso de vulnerabilidade, conseguimos nos relacionar melhor com os outros e ser mais inovadores", afirma.

Em entrevista para a revista Época Negócios, a consultora ainda afirma que as pessoas devem ser coerentes com seus motivos, assumir o controle do pensamento e ser capaz de adaptar-se às mudanças, resistir à pressão em situações adversas e transformar obstáculos em oportunidades. “Emoções são dados e não direcionamentos. Quando conseguimos reconhecer o que sentimos, podemos escolher se a emoção irá tomar conta de nós ou se apenas servirá de informação para nos conduzir a mudança", diz. Para a especialista, as pessoas devem viver com mais consciência: “A forma mais eficaz de conseguir alguma coisa é criando hábitos aliados a valores e metas, além de viver no limite da sua capacidade, escolhendo a coragem em detrimento do conforto e optando por fazer o que é viável. Tenha em mente que está fazendo o melhor que consegue naquele momento, afinal, o senso de obrigação tira a motivação e leva à tentação. Quando respeitamos quem somos, conseguimos ter agilidade emocional para experimentar, falhar e nos perdoar", finaliza.

 

 

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